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Unidades de Conservação do Amapá terão mais de 200 conselheiros

Todos os setores importantes para proteção e o desenvolvimento têm representatividade dentro do Conselho Gestor.
Por: Lilian Guimarães - 17/04/2017 - 09:38
Governador Waldez Góes enfatizou que as próprias comunidades devem opinar sobre o que é melhor para elas
Foto: Wenndel Paixão
Governador Waldez Góes enfatizou que as próprias comunidades devem opinar sobre o que é melhor para elas

Uma gestão compartilhada entre governo e sociedade. Este é o propósito da existência dos conselhos gestores, que pela primeira vez, na história do Estado, foram 100% preenchidos, representando as cinco Unidades de Conservação do Amapá. A diplomação e posse dos 200 conselheiros (titulares e suplentes) ocorreu na tarde desta quarta-feira, 12, no Palácio do Setentrião.

Quilombolas, indígenas, agricultores, extrativistas, ribeirinhos, pescadores artesanais, instituições públicas, ONGs, sociedade civil e todos os setores importantes para a proteção e o desenvolvimento têm representatividade dentro dos conselhos que irão gerir a Floresta Estadual do Amapá (Flota), Reserva Biológica Estadual do Parazinho, Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru e as Áreas de Proteção Ambiental (APAs) do Curiaú e Fazendinha, pelos próximos dois anos. 

Os conselhos atuarão como instrumentos de relacionamento entre as UCs, a população e o poder público. O objetivo é que a sociedade ajude o chefe da unidade a gerir a área da melhor maneira possível. Os conselhos podem ser consultivos, como na maioria das categorias de UCs. Porém, no caso das Reservas Extrativistas e das Reservas de Desenvolvimento Sustentável, por abrigarem populações tradicionais, os conselhos são deliberativos, ou seja, têm a competência para aprovar ou rejeitar determinadas ações.

A formação dos conselhos contou com três etapas: a identificação dos atores governamentais e da sociedade civil que tenham relação com as UCs, a sensibilização e mobilização destes atores e a sua formação para exercer a função de conselheiro, o que envolve um importante e longo trabalho de sensibilização e mobilização de representações e lideranças. Este trabalho foi realizado dentro das comunidades com apoio técnico da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto Estadual de Florestas (IEF).

“Nos últimos dois anos, tivemos diversas reuniões. Mais de 150 comunidades foram visitadas e realizadas audiências para ouvir a comunidade, e assim tirar o conselheiro titular e suplente. Um trabalho árduo, mas que trará muitos benefícios em prol do desenvolvimento”, explicou Marcelo Creão, secretário de Estado do Meio Ambiente.

A diversidade nos segmentos visa nortear a integração das Unidades de Conservação com as comunidades do entorno estimulando o desenvolvimento aliado à manutenção da preservação do meio ambiente.

“Somos os olhos da sociedade e a representatividade de todas as comunidades que integram essas unidades de conservação”, destacou o presidente do Conselho Gestor da Floresta Estadual do Amapá, Eraldo Neves.

A partir de agora, cada conselho irá elaborar o seu Plano de Formação e Desenvolvimento para traçar a condução e gestão da Unidade de Conservação, garantindo a participação ativa entre as comunidades e o poder público.

“A Sema e o IEF trouxeram conhecimento e perspectiva de futuro para dentro das nossas comunidades. Ter a presença do governo nos ajudando a trilhar um futuro melhor é gratificante”, agradeceu o representante do segmento da agricultura familiar, Raimundo Coelho.

Em outra vertente, há quem enxergue bem além a missão dentro do Conselho Gestor. “Atuaremos como defensores da natureza, salvadores de centenas de vidas, e claro, a utilização da nossa terra de forma responsável e visando o bem comum”, ressaltou Caubi Amazonas, da Aldeia Indígena Wajãpi.

O deputado federal Marcos Reátegui parabenizou a atuação do IEF e Sema junto às comunidades e afirmou que somará junto ao governo neste processo. “O governo tem sido extremamente atuante, e como representante da bancada federal, me coloco à disposição para somar neste processo de desenvolvimento”.

Para o governador Waldez Góes, se as unidades de conservação beneficiam tanta gente, de diversas formas, nada mais justo que deixar a sociedade refletir e opinar sobre o que é melhor para essas áreas. 

“Nós temos 800 mil habitantes que precisam comer, viver e trabalhar. Queremos promover oportunidades de desenvolvimento econômico aliado à preservação ambiental. Esse trabalho só é possível com a pactuação de um compromisso dessas pessoas que estão diretamente ligadas com essas fontes e conhecem a realidade local de cada comunidade e município”, finalizou Waldez.


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